quinta-feira, novembro 05, 2015

Larga, abre a mão...deixa cair.

Uma vez eu li que "pain is fuel".
Uma vez, aos 15 anos tive um amor platônico e fui correndo chorar no colo da minha mãe.
Minha mãe disse que homem era igual a biscoito...
Vai um e vem dezoito.
Uma vez eu amei demais e achei que nunca mais amaria com tanta intensidade.
Outro dia eu percebi que ainda era possível amar demais.
Hoje eu tenho certeza...
Ontem eu tive certeza que algumas pessoas não servem nem mesmo como mau exemplo.
Essa semana eu estou me sentindo linda;
Encontrei com amigos queridos e bebi além da conta.
Minha mãe me perguntou sobre um assunto e eu disse a ela para nunca mais falar sobre aquilo...
Ela não disse mais nada a respeito. Nunca mais.
Aos 27 anos, eu achei que fosse bem resolvida, mas vi que estava errada.
O meu Retorno de Saturno não aconteceu aos 29 e sim aos 27 e me fez chorar quase por um ano.
Que ano foi 2011...
Eu achei que tudo iria ficar bem, mas 2014 me mostrou o quanto a vida é dinâmica...
Todos falam mal sobre o ano de 2014. Acho que não foi muito bom para ninguém.
Qual foi o melhor ano da sua vida?
E qual foi o pior?
Sabe onde mora o pulo do gato? No momento em que você sai da sua zona de conforto.
Puro clichê, porém, verdade.
Quando eu disse não a mim mesma, quando eu decidi isso olhando meu reflexo no espelho sem nenhum brilho nos olhos foi meu momento de parar de alimentar a dor e deixar ela morrer de fome, de sono, de cansaço, de exaustão e de solidão.
Ela ainda ousava a chegar perto de mim, mas eu a ignorava.
Eu parecia o Russel Crowe em  "A Beautiful Mind". Eu ignorava os fantasmas.
Fantasmas só existem se você acreditar neles.
Fantasmas só existem se você alimentar seu medo neles.
Fantasmas só existem se você acreditar neles.Fantasmas só existem se você alimentar seu medo neles.



[Ana Carolina Peçanha - Texto iniciado em Agosto de 2015 e finalizado em Novembro de 2015.]

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